A Ong Hella lançou hoje (5) em suas redes sociais, o segundo vídeo da ação Denuncie. Realizado em parceria com a atriz Júlia Bertolini, o material apresenta a palhaça Catarina – principal personagem da artista, abordando o tema feminicídio.

De forma descontraída, o filme mostra a palhaça conversando com uma amiga ao telefone. Juntas celebram o término de um relacionamento abusivo, quando uma situação inusitada acontece, causando toda uma reviravolta na história.

O roteiro trata de um tema que ainda segue confundindo muito gente: o feminicídio, que é reconhecido quando o assassinato de uma mulher é cometido por razões da condição de gênero feminino. A advogada Thaís Perico, gestora do núcleo jurídico da Ong Hella, explica que o feminicídio  quando o crime envolve violência doméstica e familiar, ou até mesmo menosprezo ou discriminação à condição de mulher. “É um crime de ódio”, revela.

Ela completa: “não basta ser um assassinato de uma mulher, como um latrocínio ou roubo que resulte em morte. Ainda que praticado contra uma mulher não será tipificado como feminicídio, por não estarem presentes outras delimitações desse crime, como por exemplo o relacionamento da vítima com o assassino. Ainda vale ressaltar que feminicídio não é um novo crime, mas uma qualificadora do crime de homicídio”.

Os casos de feminicídio cresceram 22,2%, entre março e abril deste ano, em 12 estados do país, em comparação ao ano passado, segundo o relatório do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP). O estado em que se observa o agravamento mais crítico é o Acre, onde o aumento foi de 300%. Também tiveram destaque negativo o Maranhão, com aumento de 166,7% e Mato Grosso, com150%.

O FBSP ainda tornou público os registros que confirmam queda na abertura de boletins de ocorrência, evidenciando que, ao mesmo tempo em que as mulheres estão mais vulneráveis durante a crise sanitária, têm mais dificuldade para formalizar queixa contra os agressores e, portanto, para se proteger.

Como o primeiro vídeo da ação Denuncie, lançado em 15 de maio, este filme também traz informações sobre canais de denuncias e mostra para a mulher que está isolada em casa com seu possível agressor, que ela não está sozinha.

Como já foi divulgado anteriormente, a entidade planeja lançar, nas próximas semanas, mais quatro vídeos. O próximo deverá enfatizar a violência contra a mulher negra; seguido de um voltado para a população LBT+. O núcleo de Comunicação da ONG também está preparando material específico para mulheres surdas e para jovens, falando sobre violência no namoro.

Para assistir ao vídeo, acesse o Youtube da Ong Hella.